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Délcio Barros da Silva

O gaúcho que vive no campo sempre cria algum porco do qual aproveita quase tudo, com exceção do grito. O meu pai sempre tinha um no chiqueiro, que engordava com milho e farelo de arroz. Além da carne saborosa e da banha que o animal fornecia, meu pai fazia morcilha das frissuras e do sangue do porco, esta última com bastante tempero verde, e lingüiça com três tipos de pimenta. E ainda tinha o torresmo que era coisa deliciosa.

Embora todo o mundo crie um porco, um Schwein, como dizem os alemães, ou maiale, segundo os italianos, o bichinho não tem vida fácil com nenhuma etnia. O próprio nome já conota coisa ruim, suja, feia, nojenta, tétrica: porcalhão, porcaria, espírito de porco, gripe suína e assim por diante. Os alemães, quando estão exaltados, costumam gritar Halt die Schnautze! – não meta o focinho, cale a boca.

Mas o porco é…

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